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Entenda quais as condutas tomadas pelos fisioterapeutas para controlar este problema.- ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 26/08/2019

A Sociedade Internacional de Continência (ICS) define a incontinência urinária (IU) como qualquer perda involuntária de urina. Existem 4 tipos: Incontinência urinária de esforço (IUE), vazamento de urina devido ao aumentos abruptos na pressão intra-abdominal, Incontinência de urgência (IUU) é a perda involuntária de urina que vem acompanhada de um desejo intenso de urinar, que é difícil de controlar, Incontinência urinária mista(IUM), quando existe componente de esforço e de urgência reunidos e Incontinência por transbordamento ou paradoxal, quando a bexiga não é esvaziada por longos períodos,tornando-se tão cheia que a urina simplesmente transborda. A incidência de IU em mulheres em idade reprodutiva atinge aproximadamente 30%. Fatores como o sexo e a idade influenciam na prevalência da IU. De acordo com estudo epidemiológico, 4 a 10% das mulheres com idades entre 20 e 30 anos apresentam incontinência. Este percentual se eleva com a idade, 60% para mulheres com 60 anos e até 80% para aquelas com mais de 65 anos. A IU causa grande impacto na qualidade de vida, afeta não apenas a saúde, mas traz também prejuízos financeiro, social e emocional.

A crença de que a IU é normal durante o envelhecimento, faz com que muitas mulheres não procurem assistência médica ou não relatem a ocorrência de episódios de perdas urinárias como um problema em suas queixas. Isso torna difícil determinar a real prevalência dessa condição entre as mulheres.

As causas da incontinência urinária são inúmeras, como problemas anatômicos, distúrbios neurológicos, envelhecimento, menopausa, prisão de ventre, gravidez, tipo de parto, stress, histerectomia, fumo entre outros. Existem alguns tratamentos para a IU, porém a fisioterapia têm se mostrado a mais eficaz, mesmo se comparado a tratamentos cirúrgicos, inclusive é considerado pela ICS tratamento de primeira escolha quando diagnosticada, principalmente nos casos de incontinência urinária de esforço, além de ser menos invasivo e de baixo custo.

O principal objetivo dentro do trabalho de fisioterapia pélvica é o ganho de força dos músculos do períneo e assoalho pélvico, reeducando a região, coordenando a atividade abdominal para promover um rearranjo estático lombopélvico. Para isso, utiliza-se de exercícios de cinesioterapia, eletroestimulação, biofeedback entre outras técnicas necessárias para manter a continência urinária. A fisioterapia também pode e deve ser usada de forma preventiva, evitando principalmente a flacidez vaginal.

O tratamento pode ser realizado em qualquer idade porém os resultados dependem de alguns fatores como o comparecimento nos atendimentos, comprometimento no dia-a-dia e muita dedicação. Dessa forma em torno de 85% dos casos apresentam resultados expressivos na cura e melhora na qualidade de vida das mulheres.