Tratamentos

O tratamento Fisioterapeutico consiste na utilização de Técnicas e Equipamentos específicos
para a conscientização do assoalho pélvico, facilitando o treinamento e reabilitação desses músculos.

A Fisioterapia pode atuar de forma isolada ou associada a outras modalidades de tratamento (medicamentoso e ou cirúrgico).

Técnicas fisioterapêuticas:.

Todos os músculos do corpo podem ser fortalecidos através de um programa de treinamento muscular, porém, no caso dos músculos do assoalho pélvico é preciso saber identificá-los antes de iniciar os exercícios. Um meio fácil para testá-los é tentar impedir o fluxo urinário (esfíncter uretral) durante a micção. Os exercícios devem se iniciados na posição deitada, depois sentada evoluindo para a postura em pé, conforme o treinamento e a facilidade para o paciente executá-los. Para treinar as fibras musculares do assoalho pélvico são necessários várias repetições em diferentes tempos de contração. Primeira série de 15 contrações (contrai e relaxa 3 segundos). Segunda série de 15 contrações (contrai mantendo 4 segundos e depois relaxa 8 segundos). Terceira série de 15 contrações (contrai mantendo 6 segundos e depois relaxa 6 segundos), repetir três vezes ao dia. Os exercícios tem como finalidade a recuperação do reflexo perineal, ausente ou diminuído, bem como, o ganho da força, resistência e coordenação muscular do assoalho pélvico.

Alterações e deformidades da coluna alteram a biomecânica da pelve e podem comprometer o bom funcionamento dos músculos do assoalho pélvico. Desequilíbrios da bacia podem estar associados à incontinência urinária por vários fatores: pela alteração na tensão dos músculos do assoalho pélvico que se prende a ela; pela alteração na posição das vísceras que estão nela contidas; e também pela alteração da condução nervosa que parte da região sacral da coluna.

A eletroestimulação (utilização de estímulos elétricos) é um recurso essencial, dentro do tratamento, para recuperar a contração da fibra muscular que está diminuída ou ausente. É utilizado um eletrodo dentro do canal vaginal ou anal, o qual vai produzir a contração muscular de todo assoalho pélvico. Através da eletroestimulação pode-se aumentar a força e resistência muscular devolvendo a conscientização e controle sobre os músculos do assoalho pélvico. Além disso também pode ser usada no alívio da dor e espasmo muscular.

O procedimento com o Biofeedback manométrico consiste na utilização de uma sonda vaginal e/ou anal, que é inflada dentro do espaço vaginal ou anal, de maneira que exerça uma pressão contra a parede do local aplicado. Deste modo solicita-se ao paciente que ele realize contrações, ou seja, que ele aperte a sonda, enquanto visualiza a sua contração através de uma escala de luz do equipamento. O Biofeedback Eletromiográfico-EMG é um equipamento eletrônico ligado a um computador que capta e mostra de maneira contínua e instantânea do exercício os sinais elétricos provenientes dos músculos em contração, facilitando a conscientização e o treinamento muscular.

Cones vaginais são dispositivos intravaginais com várias opções de pesos que podem ser introduzidos pela própria paciente via vaginal fornecendo contra resistência e estímulo sensorial aos músculos do assoalho pélvico à medida que eles se contraem. É ideal para dar continuidade ao tratamento em casa.

A terapia comportamental inclui orientações ao paciente quanto à ingesta hídrica diária, horários de micção e realização de diário miccional. O diário miciconal é usado durante o tratamento por no mínimo três dias consecutivos para recrutar informações sobre os hábitos urinários. O paciente é orientado a evitar a ingesta de substâncias que provocam aumento da urgência miccional, como por exemplo, frutas cítricas (laranja, abacaxi, maracujá, limão),produtos cafeinados, bebidas alcoólicas e refrigerantes. Orientações para evitar a constipação intestinal, visto que, ela pode ser um dos fatores desencadeadores da urgência miccional. Associada aos exercícios de assoalho pélvico, a terapia comportamental faz com que o paciente participe do processo de tratamento e aprenda a controlar as perdas urinarias e os episódios de urgência miccional.

Após aquisição de ganho de força e resistência muscular do assoalho pélvico inicia-se o trabalho com atividades com sobrecarga do assoalho pélvico (treinamento funcional), ou seja, situações de esforço como tossir, pular, andar, correr, subir escadas, agachar, exercícios abdominais associando-os a contração perineal, etc.Quanto maior o treinamento, melhor a adaptação da musculatura ao exercício.